Café com ou sem açúcar: existe um tipo mais saudável? O que dizem as evidências

Tipo de grão, método de preparo, quantidade de cafeína e o que você adiciona à xícara influenciam o perfil do café. Mas chamar um único tipo de “o mais saudável” simplifica demais uma questão que depende do preparo e de quem consome.

Xícara de café em uma mesa, imagem ilustrativa
Café pode fazer parte de uma alimentação saudável, mas preparo e acompanhamentos importam • Foto: Rhamely/Unsplash Crédito
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Uma matéria da CNN Brasil levantou uma pergunta comum: existe um tipo de café mais saudável? A resposta mais segura, olhando o conjunto das evidências, é que não existe um campeão universal. O café pode fazer parte de uma alimentação saudável para muitos adultos, mas a forma de preparo, a quantidade consumida e os acompanhamentos mudam bastante a experiência.

Revisões científicas importantes associam o consumo habitual de café a vários desfechos favoráveis em estudos observacionais, mas isso não significa que o café previna doenças por conta própria. Também existem efeitos agudos da cafeína e diferenças individuais de tolerância.

O grão “especial” é necessariamente mais saudável?

Cafés especiais costumam seguir critérios mais rigorosos de qualidade sensorial e seleção dos grãos. Isso pode melhorar sabor, aroma e a experiência de beber o café sem açúcar, mas qualidade comercial não é sinônimo automático de benefício clínico superior.

Uma pessoa pode preferir um café especial por sabor e qualidade, enquanto outra pode consumir um café tradicional em quantidade moderada sem problema. Para saúde, o conjunto da dieta, a quantidade de cafeína e o método de preparo também importam.

O método de preparo pode fazer diferença

Há um ponto com boa sustentação científica: alguns compostos do café, principalmente cafestol e kahweol, podem elevar colesterol quando presentes em maior quantidade. Filtros de papel retêm boa parte desses diterpenos.

Por isso, cafés filtrados em papel tendem a conter menos desses compostos do que preparações não filtradas, como certos cafés fervidos, prensa francesa e café turco. Isso não transforma métodos não filtrados em “proibidos”, mas é uma diferença relevante para quem precisa observar colesterol.

E o açúcar colocado no café?

O açúcar adicionado ao café entra na conta dos açúcares livres. A Organização Mundial da Saúde recomenda manter açúcares livres abaixo de 10% da energia diária total e sugere reduzir para menos de 5% quando possível.

Uma colher pequena pode parecer pouco, mas o hábito se repete. Quem toma várias xícaras por dia e adiciona açúcar em todas pode acumular uma quantidade significativa sem perceber. Reduzir aos poucos costuma ser uma estratégia mais realista do que tentar mudar o paladar de um dia para o outro.

Cafeína: quanto é demais?

A FDA dos Estados Unidos cita 400 mg de cafeína por dia como uma quantidade que, para a maioria dos adultos saudáveis, não costuma estar associada a efeitos negativos. Isso não é uma meta e nem vale igualmente para todos.

Sensibilidade individual, medicamentos, gravidez, ansiedade, problemas de sono e algumas condições de saúde podem mudar a tolerância. Além disso, a quantidade de cafeína varia bastante conforme espécie do grão, torra, tamanho da bebida e método de preparo.

Então qual café escolher?

  • Priorize o sabor que permita usar menos açúcar, se esse for seu objetivo.
  • Observe a quantidade total de cafeína, principalmente se consome várias xícaras.
  • Considere o café filtrado em papel se você precisa controlar colesterol e costuma consumir muito café não filtrado.
  • Evite transformar o café em sobremesa líquida com excesso de açúcar, xaropes e coberturas.
  • Preste atenção ao sono. Cafeína no fim do dia pode afetar pessoas sensíveis.

O ponto mais importante

Para a maioria das pessoas, a pergunta mais útil não é “qual café é o mais saudável?”, mas “como eu consumo café dentro da minha rotina?”. Um café de boa qualidade, em quantidade compatível com sua tolerância e com pouco ou nenhum açúcar adicionado, tende a fazer mais sentido do que buscar uma categoria supostamente perfeita.

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Uma opção é diminuir gradualmente a quantidade usada. Se você prefere utilizar um adoçante, compare ingredientes, rendimento e instruções de uso. O Nonsugar é uma das alternativas disponíveis em nossa loja.

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Fontes consultadas

Conteúdo educativo. Não substitui orientação individual de profissional de saúde.

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