“Açúcar causa diabetes”, “fruta tem açúcar e deve ser evitada”, “mel é sempre melhor” e “cortar açúcar faz o câncer diminuir”. Frases assim circulam com frequência — mas nem todas resistem quando comparadas com as evidências.

Para separar exageros de fatos, a Viva de Saúde reuniu recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), Anvisa, Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer (INCA), National Cancer Institute (NCI) e American Diabetes Association.
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1. “Todo açúcar é igual para a saúde”
MITO — o contexto importa.
Quimicamente, glicose, frutose e sacarose são açúcares. Mas, na alimentação, a forma como eles aparecem faz diferença. A OMS distingue os açúcares livres — adicionados a alimentos e bebidas ou presentes em mel, xaropes, sucos e concentrados — dos açúcares naturalmente presentes em frutas inteiras e no leite.
Uma fruta inteira, por exemplo, vem acompanhada de água, fibras e outros nutrientes. Por isso, não faz sentido tratar uma maçã e um refrigerante apenas pela quantidade de “açúcar” sem considerar o alimento como um todo.
2. “Fruta deve ser evitada porque contém açúcar”
MITO.
Os açúcares naturalmente presentes em frutas inteiras não são classificados pela OMS como açúcares livres. As recomendações de redução miram principalmente açúcares adicionados, mel, xaropes e açúcares presentes em sucos e concentrados.
Isso não significa que qualquer quantidade de fruta seja adequada para todas as pessoas em qualquer situação clínica, mas para a população geral frutas inteiras fazem parte de um padrão alimentar saudável.
3. “Mel, xaropes e suco de fruta não contam como açúcar livre”
MITO.
Para a OMS, os açúcares naturalmente presentes em mel, xaropes, sucos de frutas e concentrados de suco entram na definição de açúcares livres.
Portanto, trocar açúcar de mesa por mel não transforma automaticamente uma bebida muito doce em uma opção de consumo livre.
4. “Açúcar causa diabetes diretamente”
MITO — é uma simplificação excessiva.
O diabetes tipo 2 é uma condição multifatorial. Peso corporal, genética, idade, atividade física e padrão alimentar também influenciam o risco.
Ao mesmo tempo, isso não significa que o consumo de açúcar seja irrelevante. A American Diabetes Association destaca que bebidas açucaradas estão associadas a maior risco de diabetes tipo 2 e recomenda priorizar água em vez dessas bebidas.
5. “Bebidas açucaradas merecem atenção especial”
VERDADE.
Refrigerantes, bebidas adoçadas, energéticos e outras bebidas açucaradas podem fornecer grandes quantidades de açúcar e calorias rapidamente. CDC e OMS relacionam o consumo excessivo de açúcares adicionados ou livres a problemas como ganho de peso e maior risco cardiometabólico.
Na prática, reduzir açúcar líquido costuma ser uma das formas mais simples de diminuir a ingestão total de açúcares livres.
6. “Açúcar alimenta o câncer; se cortar, o tumor morre de fome”
MITO.
Células cancerígenas utilizam glicose, mas células saudáveis também. O National Cancer Institute afirma que não há estudos demonstrando que comer açúcar faça o câncer piorar diretamente, nem que deixar de consumir açúcar faça um tumor diminuir ou desaparecer.
Isso não significa que alimentação seja irrelevante para prevenção do câncer. Dietas com excesso de calorias podem favorecer ganho de peso, e a obesidade está associada a maior risco de vários tipos de câncer. É uma relação muito mais complexa do que “açúcar alimenta tumor”.
7. “Excesso de açúcar aumenta o risco de cárie”
VERDADE.
A OMS considera o consumo de açúcares livres o principal fator alimentar relacionado à cárie dentária. Bactérias da placa utilizam esses açúcares e produzem ácidos que, ao longo do tempo, favorecem a desmineralização dos dentes.
A frequência de exposição também importa: consumir pequenas quantidades repetidamente ao longo do dia pode manter os dentes mais vezes em ambiente ácido.
8. “Excesso de açúcar pode contribuir para ganho de peso”
VERDADE.
Açúcares livres aumentam a densidade energética da dieta. Quando contribuem para um consumo de energia maior do que o gasto, podem favorecer ganho de peso.
Isso não significa que uma colher isolada de açúcar determine o peso corporal. O que importa é o padrão alimentar repetido, o balanço energético e o conjunto dos hábitos.
9. “Para ter uma alimentação saudável é preciso zerar todo açúcar”
MITO.
A OMS não orienta a população geral a eliminar todo tipo de açúcar da alimentação. A recomendação é manter açúcares livres abaixo de 10% da energia diária, com benefício adicional quando se reduz para menos de 5%.
Em uma alimentação de aproximadamente 2.000 kcal, 10% equivalem a cerca de 50 g por dia; 5% correspondem a aproximadamente 25 g.
Esses números são referências populacionais e não uma meta individual obrigatória.
10. “O açúcar pode estar escondido em alimentos que nem parecem doces”
VERDADE.
O INCA alerta que açúcar pode aparecer na lista de ingredientes com diferentes nomes, como sacarose, glicose, frutose, dextrose, maltose, açúcar invertido, maltodextrina e xaropes.
No Brasil, a Anvisa exige a declaração de açúcares totais e açúcares adicionados na tabela nutricional e utiliza a lupa frontal quando um produto atinge determinados limites de açúcar adicionado.
Quando faz sentido substituir parte do açúcar por um adoçante?
Para quem costuma adicionar açúcar a café, chá, sucos ou preparações, trocar parte ou todo esse açúcar por um adoçante de alta intensidade pode reduzir a quantidade de açúcares livres adicionados àquela bebida ou receita.
Esse benefício é objetivo: se uma pessoa deixa de colocar, por exemplo, açúcar de mesa em uma bebida e utiliza uma quantidade muito menor de um adoçante, a quantidade de açúcar livre adicionada naquela ocasião diminui.
Mas é importante separar essa redução imediata de promessas maiores. A Organização Mundial da Saúde recomenda reduzir açúcares livres ao longo da vida, porém orienta que adoçantes sem açúcar não sejam usados como estratégia de longo prazo para controlar peso ou prevenir doenças crônicas. A recomendação da OMS inclui adoçantes como a estévia e seus derivados.
Portanto, o melhor uso de um adoçante é como ferramenta prática para diminuir o açúcar adicionado, e não como “atalho” para emagrecer ou como tratamento de saúde.
E por que algumas pessoas preferem adoçantes de origem natural?
Origem natural pode ser um critério de preferência do consumidor, mas “natural” não é sinônimo automático de mais saudável ou mais seguro. Segurança depende do ingrediente, da dose e das condições de uso.
No caso dos glicosídeos de esteviol, compostos adoçantes derivados da Stevia rebaudiana, existem avaliações específicas de segurança. O JECFA, comitê de especialistas da FAO e da OMS, mantém uma ingestão diária aceitável de 0 a 4 mg por kg de peso corporal por dia, expressa como esteviol. A FDA também reconhece determinados glicosídeos de esteviol de alta pureza para usos alimentares sob condições avaliadas.
Isso é diferente de dizer que qualquer produto “natural” pode ser consumido sem limite.
Onde o Nonsugar entra nessa escolha?
O fabricante apresenta o Nonsugar como um adoçante dietético em pó 100% natural, desenvolvido com ingredientes de origem natural. A composição oficial informada é trehalose, cálcio de algas Lithothamnium calcareum e glicosídeos de esteviol.
A presença de ingredientes de origem marinha e de glicosídeos de esteviol é um diferencial de formulação do produto. Segundo o fabricante, uma embalagem de 20 g oferece cerca de 400 porções de 0,05 g, e a porção informada apresenta 0 kcal e não contém quantidades significativas de açúcares totais ou adicionados.
Na prática, o Nonsugar pode ser uma opção para quem quer reduzir o açúcar adicionado em bebidas e preparações e prefere um produto baseado em estévia e ingrediente mineral de origem marinha.
O ponto mais importante é não transformar essa escolha em uma promessa médica: o Nonsugar não deve ser apresentado como tratamento para diabetes, obesidade, câncer ou qualquer outra doença.
Para quem busca reduzir o açúcar adicionado e prefere uma alternativa com ingredientes de origem natural, glicosídeos de esteviol e componente mineral de origem marinha, o Nonsugar pode ser uma opção interessante no dia a dia. O produto se destaca pelo alto rendimento, pela pequena quantidade necessária por uso e pela proposta de oferecer dulçor sem depender do açúcar de mesa.
Antes de escolher qualquer adoçante, vale observar composição, rendimento, sabor e modo de uso. No caso do Nonsugar, essas características podem ser especialmente atraentes para quem procura uma solução prática para cafés, chás, sucos e outras preparações.
Então, qual é a mensagem principal?
O açúcar não precisa ser tratado como veneno — mas também não deve ser banalizado.
O que as principais recomendações de saúde pública sustentam é uma abordagem mais equilibrada:
- priorize alimentos in natura ou minimamente processados;
- use açúcar em pequenas quantidades;
- reduza bebidas açucaradas e produtos com muito açúcar adicionado;
- leia rótulos;
- não confunda fruta inteira com refrigerante ou suco adoçado;
- evite promessas radicais de “zero açúcar” como solução para todas as doenças.
Fontes consultadas
- Organização Mundial da Saúde — Healthy diet
- OMS — Sugars and dental caries
- National Cancer Institute — Common Cancer Myths and Misconceptions
- American Diabetes Association — Diabetes myths
- CDC — Added Sugars
- Anvisa — Rotulagem nutricional
- INCA — Como identificar o açúcar escondido nos alimentos
- Ministério da Saúde — Guia Alimentar para a População Brasileira
- OMS — Diretriz sobre adoçantes sem açúcar
- JECFA — Avaliação dos glicosídeos de esteviol
- FDA — Stevia e outros adoçantes
- NonSugar — composição e informações oficiais do produto
Conteúdo educativo. Pessoas com diabetes ou outras condições que exigem controle individualizado da alimentação devem seguir orientação de profissional de saúde.


